F-14 A Tomcat

País Origem: Estados Unidos da América
Construtor: Grumman
Função: Caça de Superioridade Aérea / Multi-função
Peso Vazio: 19.838kg
Peso máximo/descolagem: 27.700kg
Comprimento: 18,6m
Envergadura: 19/11,4m
Altura: 4,8m
Numero de suportes p/ armas: 10
Tripulação: 2
Motor: 2× General Electric F110-GE-400
Velocidade Máxima: 2.485 km/h (Mach: 2.34)
Altitude máxima: 15.240 m
Autonomia: 2.960 km
Autonomia/Raio de combate: 926 km

Canhões
- 1 x MK-61A1 Vulcan de 20mm
Misseis Ar-Ar
- AIM-9 Sidewinder (Alcance: 18 km)
- AIM-7 Sparrow (Alcance: 32 a 50 km)
- AIM-54 Phoenix (Alcance: 184 km)
Bombas
- JDAM Precision-guided munition (PGMs)
- Bombas guiadas a laser da série Paveway
- Bombas série Mk 80
- Mk 20 Rockeye II
Radares
- Hughes AN/APG-71
- AN/ASN-130 INS, IRST, TCS

Estados Unidos, Irão

F-14 A TomcatO F-14 "Tomcat" da Grumman foi um caça supersónico da Marinha dos EUA, de motor dual, com envergadura variável das asas de dois lugares. As missões principais destes aviões são de combate aéreo, defesa aérea da frota naval e ataque de precisão contra alvos terrestres.

Após o cancelamento do problemático F-111B, a USN ficou na desconfortável posição de não ter um substituto para o F-4 Phantom II. A Grumman já havia destinado muitos esforços ao F-111B e usou tal experiência num novo avião de asas variáveis (Model G-303), seleccionado em Janeiro de 1969. Tal projecto resultou no F-14 que até hoje, após mais de 25 anos, ainda é um grande caça.

O F-14 foi desenvolvido para substituir o F-111B da General Dynamics, uma versão naval do avião de intervenção táctica da Força Aérea dos Estados Unidos. Orientado para a protecção aérea da frota, o F-111B provou ser pouco manobrável, pesado e, no geral, mal concebido para operações baseadas em porta-aviões, o que levou ao seu cancelamento em 1968.

F-14 A TomcatO "Tomcat" foi considerado como um caça de superioridade aérea e interceptor sem compromisso, encarregado da defesa dos grupos navais contra os aviões da Marinha Soviética armados com mísseis de cruzeiro. Estava equipado com o radar de longo alcance Hughes AN/AWG-9 originalmente desenvolvido para o F-111B, capaz de detectar alvos do tamanho de bombas a distâncias além dos 160 km (100 milhas), conseguindo perseguir 24 alvos e atacar 6 em simultâneo. De origem, o armamento primário do F-14 era o míssil AIM-54 Phoenix, capaz de focar um alvo até 200 km (120 milhas), embora este tenha sido retirado do serviço a 30 de Setembro de 2004. O F-14 era o único avião a carregar esta arma, que foi desenhada como parte integral do sistema bélico do "Tomcat". Armamento de médio alcance é garantida pelo AIM-7 Sparrow de radar semi-activo, apoiado por mísseis guiados por infravermelhos AIM-9 Sidewinder e uma única metralhadora M-61 Vulcan de 20mm para combate cerrado. O F-14 foi concebido com alguma capacidade de combate ar-terra, embora esta vertente não tenha sido explorada até o final da sua carreira; Os "Tomcats" são agora equipados com o sistema de detecção de alvo LANTIRN para poderem tirar partido das bombas guiadas por laser e outras armas de precisão. Alguns F-14 são também equipados com o sistema TARPS (do inglês Tactical Air Reconnaissance Pod System), constituindo assim a única plataforma de reconhecimento táctico da Marinha.

O único país além dos EUA a utilizar o F-14 é o Irão, quando em 1976 começou a receber as primeiras aeronaves de um total de 80 encomendadas - juntamente com 424 AIM-54A Phoenix - para fazer frente aos velozes MiG-25 Foxbat da URSS que faziam frequentes incursões em espaço aéreo iraniano. Dos 80 encomendados, 79 F-14 foram entregues juntamente com 270 Phoenix, a última entrega foi cancelada em virtude da Revolução Islâmica no Irão, pois ocasionou o rompimento das relações entre os dois países. Mesmo com grande dificuldade para mantê-los voando, estima-se que a Força Aérea Iraniana possua cerca de 30 aviões em condições de voar. Os F-14 iranianos desempenharam um papel importante na guerra entre o Irão e o Iraque, abatendo mais de 30 aviões inimigos.

A Marinha dos Estados Unidos está retirando todos os F-14 de serviço, e em seu lugar, foi substituído pelos F/A-18E "Super Hornet" em todos os esquadrões da Marinha dos Estados Unidos. O principal motivo da retirada de serviço é o elevado custo de manutenção, sendo que para cada hora de voo gasta-se até 50 horas de manutenção, contra 5 a 10 horas do "Super Hornet".


Fontes:
Wikipedia

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