Submarino Nuclear - SSGN "Kursk" (K-141)

País: Rússia
Construtor: Severodvinsk
Ano Lançamento: 1994
Classe: Oscar II
Deslocamento Standard: 13.900 t
Deslocamento Máximo: 18.300 t
Comprimento: 154 m
Largura: 18,2 m
Calado: 9 m
Guarnição: 107 homens
Profundidade: 300 a 1000 m
Velocidade Máxima:
- 15 nós (28 km/h) Submerso
- 28 nós (52 km/h) Superfície
Propulsão:
- 2 x pressurized water cooled reactors powering two steam turbines delivering 73,070 kW (98,000 shp)
Nr. Eixos: 2
Autonomia: ---

Misseis
- 24 x Misseis Cruseiro P-700 Granit (SS-N-19 Shipwreck) (Alcance: 550Km; Mach 1.5)
- 28 x SS-N-16 Stallion (Alcance: 50Km) ou SS-N-15 Starfish (Alcance: 45Km)
Torpedos
- 4 x Tubos lança Torpedos 650mm (SS-N-16)
- 2 x Tubos lança Torpedos 533mm (SS-N-15)
Minas
- 32 Minas
Sonares
- Shark Gill (MGK-503) hull mounted
- Shark Rib flank array
- Mouse Roar MG-519 Hull mounted
- Pelamida towed array
Radares
- Snoop Pair or Snoop Half Surface Search
- Rim Hat intercept array

SSGN "Krasnodar" (K-148)
SSGN "Voronezh" (K-119)
SSGN "Smolensk" (K-410)
SSGN "Orel" (K-266)
SSGN "Kursk" (K-141)
SSGN "Irkutsk" (K-132)
SSGN "Chelyabinsk" (K-173)
SSGN "Krasnoyarsk" (K-442)
SSGN "Tomsk" (K-150)
SSGN "Omsk" (K-186)
SSGN "Viluchinsk" (ex-Kasatka) (K-456)

Submarino Classe Oscar IIO submarino do tipo 949, era do tipo de ataque nuclear e perdeu-se no Mar Barent no Ártico. Era uma das 8 unidades da classe Oscar II, em atividade e o orgulho da Marinha Russa. Posto em serviço em 1995 o "Kursk" foi o armamento mais poderoso da esquadra da marinha. Fez uma viagem de exibição no Mediterrâneo em Setembro de 1999. O exercício naval no Mar Barent tinha o objetivo demonstrar ao Ocidente o poderio da Marinha Russa. A finalidade da exibição era intencionada para dois alvos: atingir porta-aviões e submarinos americanos.


Em 1999, o "Kursk" navegou no Mediterrâneo como demonstração de força com a intenção de apoiar seus aliados como Síria, Líbia e Sérvia. Ao mesmo tempo um Oscar II navegou tranquilamente na costa Californiana. O percurso revelou a evidência que os estados da Califórnia, Oregon e Washington estavam ao alcance dos mísseis Russos.


Na tarde fatal de Sábado, 12 de Agosto de 2000, com um sol de luz turva, o "Kursk" começou sua última tarefa: a destruição simulada de um submarino americano usando um torpedo com impulsão de um foguete. O foguete com o nome de identificação "Stallion" (garanhão), é tão segredo que na atualidade não existem dados de especificações dele. O foguete expulsa um torpedo para a destruição de navios que é lançado desde um tubo de lançamento de torpedos. Uma vez na água, livre do submarino, acende-se o foguete impulsor que logo lança o torpedo fora da água, onde realiza um vôo como um míssil até o alvo. Chegado próximo, solta-se um mini-torpedo e cai mediante um pára-quedas suavemente para a superfície da água. Na água atua como um torpedo comum para destruir o submarino inimigo. A cabeça do míssil "Stallion" pode ser armada com uma cabeça nuclear de uma potência de 200.000 toneladas de TNT.


Submarino Classe Oscar IIDe acordo as informações obtidas, o "Kursk" foi preparado para o lançamento do "Stallion". De acordo com os controladores de sismologia da Noruega, escutaram duas explosões na hora em que o Kursk afundou. A primeira em 1,5 da escala Richter. A segunda apenas dois minutos depois registou 3,5 na escala de Richter e foi equivalente à uma potência de duas toneladas de TNT. Possivelmente o foguete destinado para lançar o torpedo fora do tubo de lançamento estalou dentro do tubo ainda fechado no momento de activar o comando. A explosão do foguete "Stallion" tinha a suficiente energia para fundir a parede de metal que o separou do alojamento da tripulação matando os marinheiros. O alarme activado não pôde evitar as consequências da explosão.


Depois disso a cabeça explosiva do artefacto explodiu com tal força que abriu uma abertura escancarada no casco do submarino. O submarino submergido caiu - frente primeiro pela inundação de água gelada do mar na secção de armamentos. Nos últimos momentos o "Kursk" e sua tripulação foram inundados pelas águas gélidas do mar árctico e se precipitou ao fundo do mar. A água não extinguiu o fogo, pois este foguete lançado, foi desenhado para funcionar e arder na água. A explosão lançou pedaços da mesma cabeça ao compartimento dos armamentos. A força do batimento do submarino de 14.000 toneladas ao fundo do mar deu o golpe final ao submarino, detonando o armamento armazenado e dilacerando todo estibordo de com seu duplo casco, vindo à inundar seu interior totalmente. Para a tripulação, não houve tempo suficiente para iniciar alguma acção de salvamento e escape.

Sem comentários:

Enviar um comentário