Submarino Balístico Nuclear "Typhoon"

País: Rússia
Construtor: Severodvinsk, SEVMASH (Arkangel)
Ano Lançamento: 1981
Classe: Akula
Deslocamento Standard: 23.800 t
Deslocamento Máximo: 35.000 t
Comprimento: 171,5 m
Largura: 24,6 m
Calado: 13 m
Guarnição: 160 homens
Profundidade: 400m
Velocidade Máxima:
- 27 nós (50 km/h) Submerso
- 22 nós (41 km/h) Superfície
Propulsão:
- 2 x Reactor nuclear VM-5 (380MW)
- 2 x Turbinas a vapor / electropropulsor GT3A (81000cv/hp)
Nr. Eixos: 2
Autonomia: ---

Misseis
- 20 x Soviet State Factories SS-N-20 «Sturgeon» / 3M20 (Alcance: 8300km)
- 8 x Soviet State Factories SS-N-16 «Stalion» / RPK-6/7 (Anti-navio; Alcance: 120Km)
Torpedos
- Combinação total 22
- 4 x Tubos lança Torpedos 650mm (Torpedos Type 65K)
- 2 x Tubos lança Torpedos 533mm (Torpedos Type 53)

TK-208 "Dmitriy Donskoy"
TK-202
TK-12 "Simbirsk"
TK-13
TK-17 "Arkhangelsk"
TK-20 "Severstal"
TK-210 (Cancelado)

Typhoon é a designação dada pela NATO a uma classe de submarinos portadores de mísseis balísticos com ogivas nucleares (SSBN) da Marinha Soviética nos anos 80. O nome provem de um discurso de Leonid Brezhnev em 1974, em que utilizou a palavra "typhoon" para descrever uma nova classe de SSBN. Na União Soviética, era designado por Projecto 941 ou classe Akula


Sendo os maiores submarinos alguma vez construídos, o deslocamento quando em imersão, é maior que o dos porta-aviões europeus da II guerra mundial, ou que muitos navios porta-helicópteros atuais. Em poder de fogo apenas são ultrapassados pelos submarinos norte-americanos da classe Ohio, que embora menores, transportam uma carga bélica maior.

A gigantesca dimensão dos Typhoon, é resultado da necessidade de acomodar os mísseis SS-N-20 com 16 metros de comprimento. Os engenheiros navais soviéticos recorreram a uma solução engenhosa para acomodar os mísseis, que consiste a colocação de dois cascos pressurizados com uma largura de 7m um ao lado do outro e um terceiro, elevado e colocado na parte central. O conjunto é envolvido por um enorme casco exterior que por sua vez é revestido por painéis que absorvem o ruido.

A enorme dimensão dos Typhoon tornava a deteção possível pelos navios ocidentais. As próprias autoridades soviéticas temiam que a dimensão do navio facilitasse a sua deteção e por isso determinaram que em missões de rotina ele não deveria nunca se aproximar das águas controladas pelos navios e aviões da NATO. Fontes ocidentais afirmam que o navio era mais difícil de detetar que o que os próprios soviéticos pensavam.

Projecto 941 TyphoonA arma foi anunciada publicamente ainda no tempo de Leonidas Brejnev, que se referiu ao submarino como um ”Tufão nos Mares”. Aparentemente a referência do dirigente da União Soviética levou a que o navio recebesse a designação NATO de ”Typhoon”. Transformou-se rapidamente na mais temida arma estratégica da União Soviética, e os norte-americanos reservaram especial atenção à localização destes navios.

No ocidente a doutrina que presidiu à conceção dos submarinos Typhoon foi inicialmente interpretada de forma a que os Typhoon firam vistos como uma arma de retaliação. A União Soviética lançaria estes submarinos para as profundezas dos mares do norte, onde eles assentariam sob o fundo, ficando ali durante missões de até um ano. Depois, quando ocorresse um conflito nuclear, eles deveriam servir como arma de retaliação contra os Estados Unidos numa segunda fase, quando já tivesse sido iniciada a reconstrução.

Como outros navios da era soviética, os submarinos Typhoon eram provavelmente mais impressionantes fora de água que debaixo de água. Eles foram aproveitados para servir de navio-propaganda e fizeram visitas a portos estrangeiros com esse objectivo durante os primeiros anos de serviço.

O fim da União Soviética, representou o inicio dos problemas. O sétimo navio da classe foi cancelado, três outros navios foram desmantelados e dois deles foram colocados em situação de reserva, desarmados. Os Typhoon tinham um elevado custo de manutenção e a redução abrupta dos orçamentos da Rússia, após o fim da URSS, ditou que a maior parte dos navios fosse retirada de serviço.

Presentemente, apenas um navio continua a ser utilizado mas apenas como plataforma experimental. Já não são efectuadas missões excepto as que estão relacionadas com o sistemas a bordo do último navio da classe, o Dmitri Donskoy, para teste do novo míssil “Bulava” que deverá operar a partir dos novos submarinos russos da classe Borey.

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